Somos iguais na vida,
Na mesma pessoa grande
Ao custo que se equilibra,
Mantenho-nos crescido
Sobre as mentes e pernas finas,
E iguais porque o sangue
Que temos é pouca tinta.
E somos pequenina
Iguais na vida,
Morremos igual,
Mesma morte pequenina.
Que morte morre
De velhice ou de trinta,
De emboscada ou de vinte,
E de fome por pouco dia.
Fracos e de doença
Morre pequenina
Alvos que ataca pouca idade,
E até gente morrida.
Somos muitos pequenina
E iguais que na sina
Abrandamos as pedras
Suando-se em cima,
Tentamos despertar
A terra mais extinta,
Queremos arrancar
A roça da cinza.
Mas, para que conhecer
Melhor as rotinas,
Já que possamos seguir
A história da vida,
Passamos pequenina,
Emigramos na presente sina,
Deixemos que o diga
Sem sabermos a resposta
Das perguntas que fazia,
Não vale mais saltar
A ponte nem a vida.
Conhecemos essa resposta,
Queremos que o diga
Dificilmente defender
Com palavras, a vida,
Quando mais ela é
E ela já o respondeu
Com sua imagem viva.
Não existe melhor resposta
Que o cenário e o espetáculo
Da mágica vida
Desfiando vê-la em fio
Chamando-a de vida.
Vemos fabricar ela mesma,
Teimosa se fabrica,
Brotamos em vê-la a pouco
Renovando-se em vida
Explodida,
Quando torna-se explosão,
Como há pouco existia
A explosão
Dessa vida pequenina.
Daniel N. Felizardo

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