21-10-01
A minha deprecação
Corre solto no espaço,
Embora o que faço,
Não satisfaz o coração.
A solidão invade
Esse pequeno e denso velame
De homens frágeis e cruentos.
Não tens idade
e vão, vagam sem tino
Sem temer o destino
Desse pobre homem, aguento.
Aguento com uma pujança
Pareço ser uma criança,
Que dança, que sorri, que ama
Embora sofre sua fama.
Vou no albor da manhã
Criar uma tardança
O que tenho em mim
A esperança.
Tenho verdadeiramente o gosto
Que estampado fica no rosto,
No momento infeliz
Não sabes o que me diz.
Rosto meu descobre,
Face que sofre,
Que as lágrimas choram
Mudanças em si.
Corre, mais que sedentos
Em rostos gentis
Dessa vida, perda infeliz.
O bem que diz
É tão forte que os vi,
Que os senti
Bem dentro de mim.
Vai entrando, invadindo
Como que pedindo
Ligeiramente a vida
Que manténs vivida.
Embora, o espaço que cobre o ar
Vejo que consigo parar,
E o poder de ressurgir
Chora com a tardança.
Não temos que ir e vir,
Temos que seguir,
Mesmo que a alma dança.
Confesso, estou vencido,
Combati o medo e a aflição
Pois agora o meu coração
Não está mais ferido.
Faço e faço o pedido
Que falta para completar
O meu bem-estar,
Descobri-me, sou querido.
Daniel N. Felizardo
Praia de José Gonçalves - Búzios - Rj Foto by Daniel Felizardo
Daniel N. Felizardo

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