terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PASSA . . .

Passa os dias,
ouço as melodias
que toca na vitrola
penso na liberdade,
consola.

Passa as noites
fico no açoite,
sofro na idade nova,
vida minha renova.

Algo cresce,
o corpo padece,
o que vence,
a paz.
Vida e morte
lindérrima e audaz.

Canção bate e desce na inocência
e em nós prevalece
lembranças da infância
que se enaltece.

Passa as horas
não sei o que demoras
a sobrevivência ou a paciência.

No sorriso estampado,
existo, então, nesse fado,
resisto ao que choras.

Choras por temer,
 no entardecer
amortalhada e triste
consiste em viver.

Viver existe,
resta-me sobreviver,
na ventura garrida,
nessa cidade querida.

Querida por sua fama,
À todos encanta,
és musa, linda dama,
voa no vento, o ar canta.

Passa sem limites
apenas convites,
resta em nossas mentes,
dementes.

Mentes que sobrevivem,
não importa o que dizem,
pois não sabem,
o que falam,
e os dias passam
e as noites caem
no regaço,
imagino um laço.

Faço da música o tom
embriago do som,
que agora os ouvidos ouvem,
embevecido, estou,
não sei mais o que sou.

Passa, passa e passa,
arde na lembrança,
dói com a lembrança
o sofrimento,
o momento que se passa.

Passa................


Daniel N. felizardo - Obrigado sempre

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