Em toda a vida,
viver, mais nada,
existência resumida
esperança malograda.
Alma desterrada,
ansiosa e embevecida,
sempre adiada
em toda a vida.
Que supomos,
que sonhamos,
que pomos.
Não a alcançamos,
onde a pomos,
nós estamos.
Em toda a vida
eterno sonho,
uma hora feliz
essa vida por um giz.
Leve a esperança,
pena de viver,
nem a existência,
grande esperança.
Essa felicidade
Árvore milagrosa
em toda a vida
poderosa.
A dor que mora
ilusão que nasce
o que demora
se estampasse.
Em toda a vida
que chora,
máscara da face,
que inveja agora
piedade nos causasse.
Talvez consigo
recôndito inimigo
chega cancerosa.
Talvez existe,
consiste
ventura
em toda a vida.
Daniel N. Felizardo

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