MORENO, BRASILEIRO, 1.79 M, 43 ANOS, GOSTO DE PRAIA,VIAJAR, ..............
quinta-feira, 29 de março de 2012
PALCO DA VIDA 02-08-92
PALCO DA VIDA
Fico junto e tento o melhor,
faço parecer inútil a nossa busca
e divido a nossa vida em rotina.
Coloco obstáculo tenebroso, e o que é pior,
não consigo impor o que me ofusca,
fecho a imensa e linda cortina.
Imagino nesse palco, tudo e
desatino sóbrio, com medo
temo a consequência imposta
desse grandioso planeta.
De nada adianta,
de nada em nada ficar-se-a imune
tento achar solução para tudo,
pro mundo.
Não vivo com palavra posta
que em dicionário chega de veneta,
entendo o significado do enredo
só não faço parte dele.
Tinha nas mãos, a força, a coragem,
tento esquecer a dor,
faço com que ele arrancasse
do teu corpo a própria imagem.
Forjo nosso semelhante,
fecho todo o olho,
continua cerrado, preso á um olhar profundo,
colocado, refletido em ouro, diamante.
A vida partidária dela mesma vaga.
Ninguém entende essa chaga
que vem e mata toda a gente.
O povo não consegue presenciar
o ofuscante olhar cerrado desse presidente
que igual aquele governante.
Falo, falo e arrumo de tudo um pouco,
fico entalado, perdido no espaço como mouco.
Tento fazer-se arrumar
lidar com esses homens.
Tento conquistar o espaço
que das mãos nos foge
e luto para o ideal
corro o risco, nos afogue.
Antes desse imenso regaço
numa séria profecia
ninguém ouve, ninguém diz
olha que coisa banal!
Só, somente só me vi neste palco
entregue ao ritmo louco
desse ser imaturo
feito fruto podre, maduro.
E coloco em minha mente
tudo que acontece nessa vida frágil, demente,
reluto, brigo para o melhor,
esqueço talvez, o que é pior.
Finjo muitas vezes não saber
finjo que a notícia que me é posta
curve-se diante a nossa esperança,
e penso, tento almejar a felicidade
que nos pega de surpresa.
Nesse palco da vida encontro
o que a palavra esconde
verdadeiramente o seu significado,
sofro, digo como fede.
Como pede esse urubu faminto,
curva-se perante a sua própria carniça,
perante a sua própria sede de devorar,
omisso, a lastismoso peregrino.
Conquisto, e perduro a fantasia
que lhe vem num breve segundo
quero somente plano, compromisso
desse vago semelhante, atiça.
E o povo?
E eu como sempre cobiço,
acredito e finjo não saber de nada,
mas continuo caminhando,
esperançoso, elevo-se, talvez sem nada.
Se curso e se torno cego, surdo e mudo,
conquisto a minha vida de qualquer forma,
mas, a minha liberdade, a minha força humana,
faz-me crescer, viver num mundo de cegos, surdos e mudos.
Vivo criando, vivo reproduzindo,
enfim, o que já sei, estou cansado
de saber e de ver.
E o que espero? Que não aconteça nesse vindo
e indo, que jamais deixarei de esquecer,
que basta ter fé e crer.
Acredito na razão
para poder me unir na liberdade maior,
que jamais me foi posta com tamanha dor,
apenas luto com o coração.
Com minha dignidade, com felicidade, Amor,
Carinho, tristeza, alegria,
como todos dos nossos sentimentos
sem medir a idade dessa vida.
Ando como sempre no mesmo caminho,
a procura de achar o que me convém
de melhor, busco, relaciono todas as
maneiras de agir de cada pessoa
existente no meu planeta.
Talvez, embora se esqueça
não acredito em minha meta.
realmente estou conquistando o espaço
que nos foi negado,
que nos foi tirado sem medir o peso largado
por cima de nossas mentes, resta-me o bagaço.
O bagaço de toda essa mania de tentar
fechar os olhos, teimo com meu destino,
o palco da vida há em todo lugar,
basta você querer vencer.
Só não posso esquecer que estou num palco,
preste atenção onde piso
e vejo com o coração.
Faço do meu silêncio o grito
de minha livre esperança,
fico no alto da estória.
Com o hino de minha Nação,
de minha Pátria.
Luto, esqueço,
deixo correr no esquecimento,
talvez o que um dia já me fez
ter vida para viver.
Viva o palco da Vida,
conquiste-a.
AUTOR: DANIEL N. FELIZARDO
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